EFEKiev

A Justiça ucraniana ditou nesta quinta-feira dois meses de detenção ao chefe da agência estatal russa "RIA Novosti" neste país, Kirill Vishinski, detido em Kiev por alta traição.

"Recebeu 60 dias sem fiança", comentou o advogado do jornalista russo sobre a medida cautelar ditada ao seu cliente.

As autoridades ucranianas desejam processar por alta traição Vishinski, e citarão como testemunhas 20 jornalistas ucranianos.

Justo depois de ser detido, Vishinski foi levado pelas forças de segurança à região de Kherson, limítrofe com a anexada pela Rússia península da Crimeia.

A Duma ou Câmara dos Deputados russa se dirigiu hoje à Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa e ao Conselho da Europa para que exijam a Kiev a imediata libertação do jornalista.

Nesta semana, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) deteve Vishinski e o acusou de alta traição e de apoio às separatistas autoproclamadas repúblicas populares pró-russas de Donetsk e Lugansk.

Segundo denunciou o SBU, Vishinski recebeu a missão de "viajar para a Crimeia para realizar atividades subversivas", além de ele e outros jornalistas justificarem a anexação da Crimeia, o que lhe valeu um prêmio estatal das mãos do presidente russo, Vladimir Putin.

Para realizar essas atividades, Vishinski, que tem dupla cidadania russa e ucraniana, recebia mensalmente 53 mil euros de Moscou, segundo fontes ucranianas.

O Kremlin já advertiu que tomará medidas de resposta quando ficarem claras as circunstâncias da detenção do jornalista.