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Os estudantes do Uruguai voltarão à sala de aula em junho, seguindo uma programação de três etapas e com comparecimento voluntário, segundo anúncio feito nesta quinta-feira pelo presidente do país, Luis Lacalle Pou.

"Temos um apoio muito importante dos cientistas uruguaios, que elaboraram um protocolo que foi discutido", declarou o chefe de governo em entrevista coletiva após de ter se reunido nesta quinta com o comitê consultivo da Covid-19.

O Uruguai suspendeu todas as aulas no dia 13 de março, quando detectou os primeiros casos de coronavírus, e declarou emergência sanitária. No fim de abril, possibilitou o retorno voluntário de escolas rurais em quase todos os departamentos, com exceção de Montevidéu e Canelones, com uma frequência de cerca de 50%.

Primeiramente, em 1º de junho, os alunos de escolas rurais de todo o país retornarão à sala de aula e, exceto em Montevidéu e na região metropolitana, centros para alunos com particular vulnerabilidade educacional e social, escolas de educação especial e o último ano do bacharelado e formação profissional (UTU).

Em 15 de junho, a volta será viabilizada em centros de educação infantil e inicial (até 5 anos) em todo o Uruguai, assim como no último ano de bacharelado e UTU na capital. Na mesma data, serão abertas escolas primárias e secundárias, exceto em Montevidéu e na região metropolitana. O retorno de todos os demais está marcado para 29 de junho.

Os dias educativos serão inferiores a quatro horas por dia e a entrada nos centros será escalonada para garantir a distância mínima, disse o presidente do Conselho Diretor Central da Administração Nacional de Educação Pública (ANEP), Robert Silva, que disse que haverá discussões com os centros sobre como os grupos de ensino serão divididos para atender em dias diferentes.

Além disso, na próxima segunda-feira, os integrantes das equipes de ensino e gestão poderão retornar aos centros e não serão submetidos a testes diagnósticos de coronavírus, como foi o caso de 300 professores rurais, a menos que haja indicações médicas para isso.

"Estamos dando esse passo porque o risco é mínimo, senão não estaríamos dando", destacou Lacalle Pou, que também ressaltou que em nenhum caso o nível de demanda será reduzido.

De acordo com os últimos dados oficiais, o Uruguai teve até agora 749 casos de coronavírus, três deles nas últimas 24 horas, e 20 mortes por Covid-19. EFE

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