EFEWashington

A terceira dose da vacina de Pfizer/BioNTech mostrou proteção de 95,6% contra infecções por covid-19 e se comporta de maneira "segura e tolerável", informaram as empresas nesta quinta-feira.

A Pfizer e a BioNTech conduziram um estudo quando a variante delta mais contagiosa estava crescendo em todo o mundo e com pessoas que haviam recebido as duas doses anteriores 11 meses atrás.

Essa vacina recebeu autorização para uso emergencial nos Estados Unidos em meados de dezembro, possivelmente envolvendo voluntários que participaram dos primeiros testes sorológicos.

"Esses resultados forneceram mais provas dos benefícios das doses de reforço, conforme tentamos manter as pessoas bem protegidas contra essa doença", disse o CEO da Pfizer, Albert Bourla, em um comunicado conjunto.

O estudo foi realizado em uma amostra de 10 mil pessoas no Brasil, EUA e África do Sul, metade delas com idade entre 16 e 55 anos e um quarto delas com mais de 65 anos.

O CEO da BioNTech, Ugur Sahin, disse que essas descobertas mostram que, além do "acesso global às vacinas para todos, as vacinas de reforço podem desempenhar um papel importante no apoio à contenção da pandemia e no retorno à normalidade".

Este é o primeiro estudo clínico que aponta a proteção de doses adicionais, depois que várias investigações revelaram que a potência das primeiras injeções desta vacina começa a se dissipar após seis meses.

Em setembro, a agência reguladora dos Estados Unidos autorizou o uso emergencial da dose de reforço de Pfizer/BioNtech para pessoas com mais de 65 anos, com condições médicas anteriores ou expostas ao coronavírus no trabalho.

Os EUA esperam começar a administrar doses de Pfizer/BioNTech a crianças entre 5 e 11 anos de idade a partir do próximo mês, se as autoridades autorizarem nos próximos dias. EFE