EFEWashington

A polícia anunciou nesta sexta-feira que aumentou o esquema de segurança em toda a cidade de Washington parxa evitar que no sábado ocorram conflitos entre defensores do ex-presidente Donald Trump e manifestantes que repudiam a presença do magnata.

Em entrevista coletiva, o chefe da Polícia do Capitólio, Tom Manger, disse que o "cenário mais possível de violência" será o choque entre ambos os grupos, motivo pelo qual os agentes tentarão mantê-los separados.

A manifestação dos apoiadores de Trump, que se reunirão na Union Square para seguir rumo ao Capitólio, e a dos que repudiam o ex-mandatário, incluindo grupos antifascistas, estão programadas para começar na mesma hora, ao meio-dia de sábado.

Os manifestantes contra Trump se reunião na Freedom Plaza, a cerca de 1,6 quilômetros dos apoiadores de Trump e onde planejam promover um ambiente festivo com comida, música e atividades educativas, disse a coalizão de grupos em comunicado.

Entretanto, o objetivo dos defensores de Trump será apoiar as 600 pessoas que foram presas pela invasão ao Congresso em 6 de janeiro, quando tentaram impedir a ratificação da vitória do candidato democrata Joe Biden nas eleições de novembro de 2020.

Cinco pessoas morreram, incluindo um agente da polícia, e quatro agentes tiraram as próprias vidas nos meses posteriores. Mais de 130 agentes da polícia ficaram feridos na ocasião.

POSSIBILIDADE DE VIOLÊNCIA.

O chefe da polícia disse nesta sexta-feira que a nova manifestação dos apoiadores de Trump pode se tornar violenta. Segundo ele, a polícia e as agências governamentais têm acompanhado de perto a discussão online do evento e concluíram que pode haver uma ação violenta, semelhante aos rumores que ocorreram antes do ataque de janeiro.

"Seria insensato não levar a sério essa inteligência que temos", disse Manger, ao comentar que existe um "plano muito forte" para manter os protestos pacíficos.

O principal organizador da manifestação em frente ao Capitólio é Matt Braynard, um ex-assessor de Trump que solicitou uma licença para 700 pessoas, embora não se saiba quantas comparecerão.

Também não se sabe se membros de grupos mais radicais de extrema direita, como Proud Boys e Oath Keepers, que estiveram entre os que invadiram o Capitólio, marcarão presença.

GUARDA NACIONAL PREPARADA.

A pedido da Polícia do Capitólio, o Pentágono acionou cem membros da Guarda Nacional, uma corporação militar de reserva que após o ataque de 6 de janeiro dormiu durante dias nos corredores do Congresso para evitar mais incidentes.

Em princípio, a Guarda Nacional não estará armada e só será mobilizada se a polícia estiver sobrecarregada ou se as manifestações se prolongarem além do horário previsto, disse Manger.