EFENova Délhi

O ecologista indiano G. S. Agrawal, de 87 anos, morreu nesta quinta-feira após 111 dias em greve de fome para exigir que o governo da Índia salve o rio Ganges - sagrado para o hinduísmo - de sua degradação ambiental.

"G. S. Agrawal, nosso principal ecologista, que jejuou por 111 dias para salvar Ganga (nome do Ganges em sânscrito), foi levado pela polícia de Uttarakhand e internado ontem. Faleceu hoje depois de suas súplicas para salvar o rio", informou o advogado e ativista Prashant Bhushan no Twitter .

"Este mundo não é para as almas puras", acrescentou o advogado, que também acusou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, por permitir que o pedido do ecologista não fosse ouvido.

O ativista, que começou um jejum indefinido em 22 de junho, foi internado ontem em um hospital do distrito de Dehradun, no estado de Uttarakhand, no nordeste no país, segundo a polícia.

Modi, por sua vez, lamentou a morte e alegou que a mensagem do ativista sobre o meio ambiente será para sempre lembrada.

"Triste pelo desaparecimento de Shri G. S. Agrawal Ji. Sempre me lembrarei de sua paixão pela aprendizagem, pela educação e o meio ambiente, especialmente a limpeza do Ganges. Minhas condolências", disse o premiê, também no Twitter.

Em 2012, o ativista já tinha feito uma greve de fome com o objetivo de "salvar" o rio, mas a encerrou mais de dois meses depois após conseguir concessões do governo indiano.