EFENova Délhi

A Índia realizará eleições gerais em sete fases entre 11 de abril e 19 de maio de 2019, enquanto a apuração vai acontecer em 23 de maio, anunciou neste domingo a Comissão Eleitoral da Índia (ECI, em inglês).

Frente aos nove períodos em que foram divididos o processo em 2014, nesta ocasião serão sete: 11 de abril, 18 de abril, 23 de abril, 29 de abril, 6 de maio, 12 de maio e 19 de maio, disse em entrevista coletiva em Nova Délhi o chefe da ECI, Sunil Arora.

Segundo a fonte, foram chamados às urnas cerca de 900 milhões de eleitores, frente aos 814 milhões de 2014, e serão habilitados um milhão de colégios por todo o país, 100 mil a mais do que nas últimas eleições.

O primeiro-ministro, Narendra Modi, do nacionalista hindu Bharatiya Janata Party (Partido do Povo Indiano - BJP), aparece como o candidato favorito à reeleição, apesar de nas últimas eleições regionais, consideradas um termômetro para as gerais, sua formação não ter alcançado nenhum dos cinco estados em jogo.

O principal partido da oposição, o histórico Partido do Congresso, da dinastia Nehru-Gandhi, obteve entre novembro e dezembro vitórias em Chhattisgarh (oeste), Madhya Pradesh (centro) e Rajastão (oeste), afiançando a candidatura às gerais de seu presidente, Rahul Gandhi.

O Governo do BJP diz ter fortalecido a economia indiana nos últimos cinco anos, deixando um Produto InternoBbruto (PIB) de 6,6% no terceiro trimestre do presente ano fiscal (entre outubro e dezembro), os últimos dados oficiais disponíveis.

Nos orçamentos para o ano fiscal 2019-2020 (de abril a março), apresentados no começo de fevereiro, o Executivo de Modi optou por uma verba populista com subsídios a agricultores e trabalhadores do setor não-organizado, e isenções de impostos para a classe média.

No plano político, deseja obter apoios após o bombardeio na semana passada de um suposto acampamento em território paquistanês do grupo terrorista Jaish-e-Mohammed (JeM), que reivindicou em 14 de fevereiro o atentado na Caxemira indiana, no qual morreram 42 polícias.

Esta é a segunda vez na legislatura que o Governo de Nova Délhi responde a um ataque de terroristas paquistaneses ou com base no Paquistão, algo que o primeiro-ministro destacou em seus discursos ao comparar a atuação militar com a diplomacia de seus antecessores.