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As bebidas doces estão a partir desta terça-feira sujeitas a um novo imposto na Irlanda, uma medida adotada para reduzir a obesidade e combater outras doenças.

De acordo com a nova política de saúde do governo, o imposto eleva o preço de qualquer produto com base de água ou suco que contenha mais de cinco gramas de açúcar por 100 mililitros.

Embora o principal objetivo seja melhorar a saúde da população, o Ministério de Finanças também prevê elevar a arredacação em 40 milhões de euros nos próximos 12 meses apenas com o imposto.

O montante, segundo analistas, diminuirá à medida que a indústria alimentícia for reduzindo o conteúdo de açúcar nas bebidas, substituindo o produto por outros tipos de adoçante.

A partir de hoje, os irlandeses pagarão 20 centavos de euro a mais pelas bebidas que contenham entre cinco e oito gramas de açúcar por litro. Para índices acima desse limite, a taxa é de 30 centavos.

Além dos refrigerantes, o imposto afetará algumas águas aromatizadas, bebidas energéticas e esportivas e sucos elaborados a partir de concentrados.

Estão isentos da cobrança sucos pasteurizados e as bebidas lácteas, desde que não contenham açúcar, assim como versões "light" e "zero" de refrigerantes, que costumam ter outro tipo de adoçante.

O Grupo de Política Sanitária sobre Obesidade do Colégio Real de Médicos de Dublin afirmou que o governo da Irlanda deu um "passo concreto" na luta contra a "epidemia da obesidade" que afeta o país.

O presidente da entidade, Donald O'Shea, disse à emissora pública "RTE" que 40 mil pessoas morreram nos últimos dez anos por doenças relacionadas ao excesso de peso.

Ele afirmou que o novo imposto já deu resultado, obrigando a indústria a reduzir os níveis de açúcar nas bebidas.

A Comissão Europeia (CE) também aprovou o projeto no mês passado após concluir que a taxa não é uma ajuda ao governo e que o texto é consistente com os objetivos de saúde buscados pela Irlanda.