EFEParis

Os pais de uma menina de 4 anos, cujo corpo foi encontrado em uma estrada no centro da França em 1987 e nunca foi reclamado, foram detidos nesta semana depois que um novo exame de DNA apontou os dois como principais suspeitos, segundo informou nesta quinta-feira a imprensa local.

O corpo da menina foi encontrado envolvido em uma manta e cheio de hematomas perto da cidade de Suèvres, onde recebeu o nome de "mártir da A10" perante a impossibilidade de identificá-la.

Nem a divulgação de sua fotografia na França e em outros 30 países, nem as consultas a mais de 65 mil escolas e creches, serviram para encontrar a família da menor, que tinha 4 anos quando foi morta.

O caso foi fechado em 1997, mas desde então foram realizados exames do DNA achado na manta onde estava envolvida em duas ocasiões: uma em 2008, que não deu resultados, e uma segunda em 2017, que finalmente coincidiu com um jovem que tinha sido detido em 2016 por violência.

O homem em questão era irmão da menina e isso permitiu seguir a pista até seus pais, localizados nos departamentos de Aisne e Seine-Saint-Denis (norte).

Após verificar os registros administrativos, a polícia comprovou que uma dos sete filhos, Ynass, que aparecia nas solicitações de ajuda social, não tinha voltado a ser recenseada.

Os pais, de origem marroquina, foram detidos na terça-feira por assassinato e violência contra menores de 15 anos e devem ser levados perante o Tribunal de Grande Instância de Blois.

Segundo o jornal "Le Parisien", a mãe da menina dizia aos seus conhecidos que Ynass estava no Marrocos sob os cuidado de sua avó.

O caso afetou profundamente os moradores de Suèvres, que durante anos depositaram flores na túmulo da criança, sem esperar que o crime chegaria a ser resolvido.

"É preciso apontar para os esforços dos gendarmes, que nunca abandonaram o caso. Como prefeito, os recebia frequentemente e sempre senti a vontade de solucionar o assunto", declarou o ex-prefeito da cidade, Raphaël Pilleboue, ao jornal "La République du Centre".