EFEParis

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) anunciou nesta terça-feira o lançamento de uma base de dados na internet com informações sobre jornalistas assassinados e o estado das investigações de cada caso.

O chamado Observatório de Jornalistas Assassinados recolhe as 1.293 mortes registradas pelo organismo desde 1983, incluídos as mais de 80 ocorridas somente neste ano.

A Unesco indicou em comunicado que essa nova ferramenta foi inaugurada no último dia 2 por causa do Dia Internacional para pôr fim à impunidade dos crimes contra jornalistas.

A base de dados proporciona a jornalistas, investigadores e a qualquer cidadão informações sobre os repórter assassinados e oferece opções de busca baseadas na nacionalidade, no país do assassinato, no nome, no sexo, no tipo de meio de comunicação e na situação laboral.

O Observatório também oferece dados sobre o estado das investigações e, "em muitos casos", segundo a organização, põe à disposição documentos das autoridades nacionais sobre os procedimentos.

A nota ressaltou que, segundo seu relatório de 2018 sobre a segurança dos jornalistas e o perigo da impunidade, um jornalista ou trabalhador de um meio de comunicação é assassinado a cada quatro dias.

"Estas mortes constituem trágicas demonstrações dos riscos aos quais enfrentam muitos jornalistas no cumprimento do dever e as últimas estatísticas da Unesco mostram que, em 89% dos casos, os autores ficam impunes", denunciou a organização.