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O Vaticano ressaltou a necessidade que seja encontrada uma solução "justa e pacífica" para a crise venezuelana, ao receber nesta segunda-feira uma delegação desse país enviada por Juan Guaidó, que se declarou presidente da Venezuela, em 23 de janeiro.

O Vaticano expressou a sua "profunda preocupação" e defendeu a busca "com urgência uma solução justa e pacífica para poder superar a crise, com respeito aos direitos humanos e buscando o bem de todos os habitantes do país, evitando um derramamento de sangue", afirmou em comunicado o diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti. Ele informou que a delegação venezuelana foi recebida na Secretaria de Estado, mais especificamente pelo número "três" no organograma da Santa Sé, o também venezuelano Edgar Peña Parra.

"Foi reiterada a proximidade do Santo Padre e da Santa Sé com o povo venezuelano, principalmente com as pessoas que sofrem", acrescentou o porta-voz.

A delegação, que se encontrará nesta tarde com o vice-presidente do governo italiano, Matteo Salvini, é formada por Francisco Sucre, presidente da Comissão das Relações Exteriores da Assembleia Nacional (cujo presidente é Guaidó); Rodrigo Diamanti, seu representante na Europa para a Ajuda Humanitária; o deputado Gabriel Gallo e o ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma.

O grupo foi enviado a Roma para tentar conseguir o reconhecimento da Itália, um dos poucos países da União Europeia que não reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela, depois de Nicolás Maduro se negar a convocar novas eleições presidenciais após as questionadas de maio de 2018.