EFEJerusalém

Hady Amr, enviado do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para tratar a escalada do conflito entre Israel e Gaza, se reuniu nesta segunda-feira com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que pediu que Washington intervenha mais ativamente "para pôr fim à agressão israelense", segundo informou a agência de notícias palestina "Wafa".

À medida que a troca de agressões continua entre as milícias palestinas de Gaza e o exército de Israel, Abbas exigiu um maior apoio do governo americano para "travar a escalada israelense" e retomar "os esforços para alcançar uma solução política de acordo com as decisões de legitimidade internacional".

O encontro entre Amr e Abbas aconteceu no âmbito da rodada de diálogos que o enviado americano, que ocupa o cargo de subsecretário para os Assuntos Palestinos e Israelenses no Departamento de Estado americano, tem realizado desde que chegou à região no dia 13, com a intenção de impedir a escalada de violência entre Israel e os grupos islâmicos palestinos Hamas e Jihad Islâmica.

No entanto, os EUA não têm diálogo direto com o Hamas, que controla Gaza de fato desde 2007, e que consideram um grupo terrorista.

Além disso, por enquanto, não houve detalhes sobre o progresso no sentido de uma trégua após contatos com o governo israelense, depois que Amr se reuniu ontem com o ministro da Defesa, Benny Gantz.

Desde o início da escalada, em 10 de Maio, o papel de Abbas e da Autoridade Nacional Palestina (ANP) não tem repercutido entre a população palestina, que continua convocando protestos na Cisjordânia, Jerusalém e comunidades árabes de Israel.

Abbas tem apenas um controle limitado da Cisjordânia, que está geograficamente separada de Gaza.

Até agora, essa nova escalada causou a morte de 10 israelenses e 200 palestinos, incluindo 42 civis que morreram no domingo após o intenso bombardeio efetuado por Israel nas primeiras horas da manhã.