EFERio de Janeiro

O acidente aéreo envolvendo um avião da TAM, que em 2007 deixou 199 mortos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, completa 10 anos nesta segunda-feira sem que ninguém tenha sido condenado pela tragédia, de acordo com os familiares das vítimas.

Os fatos ocorreram na tarde de 17 de julho de 2007, quando um avião da TAM que voava entre Porto Alegre e São Paulo se chocou contra um prédio da própria companhia antes de explodir e de provocar a morte dos 187 ocupantes da aeronave e de 12 pessoas que estavam em terra.

O péssimo estado da pista e o mau tempo no momento do acidente foram apontados como as principais causas.

A Promotoria chegou a denunciar penalmente três pessoas pela responsabilidade na tragédia: o então diretor de segurança da TAM, Marco Aurélio dos Santos de Miranda; o vice-presidente de operações da companhia aérea na época, Alberto Fajerman, e Denise Abreu, que era diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A justiça não aceitou a denúncia e em 2015 absolveu os três acusados.

Uma investigação da Polícia Federal concluíu que o acidente ocorreu por conta dos pilotos do Airbus 320.

Por causa dos dez anos do acidente, as famílias das vítimas convocaram para esta segunda-feira uma homenagem.