EFEParis

O homem que fez seu veículo colidir contra um viatura policial nesta segunda-feira na avenida Champs Elysées em Paris morreu, anunciou o ministro do Interior da França, Gerard Collomb.

"As forças da ordem na França eram o alvo mais uma vez", disse Collomb aos veículos de imprensa. O ministro lembrou que se tratou de "uma tentativa de atentado" e assegurou que a ameaça no país segue "muito elevada".

O homem, que levava um cilindro de gás, um fuzil AK-47 e armas brancas, teve que ser retirado do carro em chamas pelos agentes depois que este pegou fogo.

"Para os que se perguntam sobre a necessidade de certas leis (antiterroristas), comprovamos hoje que a França precisa delas, pois se quisermos aumentar de forma eficaz a segurança dos nossos cidadãos, é preciso adotar uma série de medidas", disse o ministro, em alusão a um projeto de lei que já gerou polêmica entre magistrados e organizações em prol dos direitos humanos.

A Procuradoria Antiterrorista abriu uma investigação pelo ataque de hoje, ocorrido na avenida Champs Elysées, onde no último dia 20 de abril um homem que tinha jurado lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico matou a tiros um policial.

A polícia anunciou na sua conta do Twitter que "a situação já está sob controle" e confirmou que "não há feridos entre as forças da ordem e o público".

Segundo o canal "BFM TV", o agressor é um homem de 33 anos fichado pelos serviços de inteligência como suspeito de radicalização.