EFEHavana

A Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) rejeitou nesta sexta-feira, em Cuba, a "exclusão arbitrária, ideológica e politicamente motivada" daquele país, Nicarágua e Venezuela da Cúpula das Américas organizada nos Estados Unidos.

"Esta decisão unilateral é um grave retrocesso histórico nas relações hemisféricas que ofende os povos latino-americanos e caribenhos", disseram os países-membros do fórum regional, após a conclusão da cúpula de um dia em Havana e convocada de surpresa na última terça-feira.

O secretário-executivo da Alba, Sacha Llorenti, leu a declaração final da reunião na qual criticou o "tratamento discriminatório por parte dos Estados Unidos contra numerosos representantes da verdadeira sociedade civil de nosso continente".

O texto de 12 pontos criticou a cúpula marcada para 6 a 10 de junho, em Los Angeles, e a descreveu como uma "reunião exclusiva que não contribui para a solução de nenhum dos desafios".

A reunião em Havana contou com a presença do presidente anfitrião Miguel Díaz-Canel, da Venezuela (Nicolás Maduro) e da Bolívia (Luis Arce), entre outros políticos da região.

Todos criticaram a decisão de Washington de não convidar Cuba, Nicarágua e Venezuela por considerarem que não respeita a carta democrática.

A menos de duas semanas do encontro, os EUA ainda não divulgaram a lista final de participantes, mas confirmaram que não incluirá Venezuela e Nicarágua.

Não foi esclarecido sobre o que finalmente fará com Cuba, embora Díaz-Canel tenha garantido que "de forma alguma" participará da reunião em Los Angeles.

Este fórum de integração, criado em 2004 pelos ex-presidentes Fidel Castro (Cuba) e Hugo Chávez (Venezuela), costuma realizar as cúpulas de seus líderes no final do ano. A anterior foi em dezembro de 2021, também em Havana.

Os dez membros da Alba são: Antígua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Dominica, Granada, Nicarágua, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas e Venezuela, além de dois convidados especiais (Haiti e Suriname). EFE