EFENova York

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse nesta quinta-feira a cientistas espanhóis que trabalham nos Estados Unidos que os planos previstos pelo governo de Pedro Sánchez colocarão o país na vanguarda da ciência e da inovação.

Albares realizou uma reunião na sede do Instituto Cervantes de Nova York com uma representação de cientistas de seu país.

Sánchez inicialmente participaria do encontro, que estava previsto em sua agenda na cidade, coincidindo com seu discurso na Assembleia Geral da ONU. Porém, ele teve que rever os compromissos nos Estados Unidos, já que limitou sua estadia a um único dia para acompanhar a evolução da erupção vulcânica na ilha de La Palma, no arquipélago das Canárias.

O chanceler espanhol então conduziu o encontro com os cientistas e ouviu sobre suas atividades, seus problemas e os planos do governo para dar à ciência a importância devida.

A mensagem central que o chanceler transmitiu foi de que o governo tem "um objetivo ambicioso e um desafio" para colocar a ciência espanhola na vanguarda, e ele está convencido de que, embora não seja uma meta que será alcançada imediatamente, ela se tornará uma realidade.

Neste contexto, Albares explicou que existe um grande projeto para transformar a Espanha, o que, segundo ele, será possível graças ao Plano de Recuperação e aos fundos europeus, e que tornará o país "mais verde, mais digital e mais coeso".

O ministro destacou que a pandemia do coronavírus demonstra "o valor incalculável e a necessidade da ciência", bem como a necessidade de trabalhar em conjunto para alcançar soluções conjuntas para problemas globais.

"A recuperação justa que queremos não é possível sem a ciência e os cientistas", enfatizou, antes de estabelecer os números da inovação no Plano de Recuperação e no orçamento do Estado.

A reforma da lei das universidades, disse ele, também desempenhará um papel proeminente no plano do governo.

Os cientistas presentes na reunião contaram a Albares suas experiências e preocupações, e a presidente da Ecusa, a associação que reúne cientistas espanhóis que trabalham nos Estados Unidos, Judith Jiménez, pediu "um pacto pela ciência que seja independente das flutuações políticas e dos ciclos econômicos".

O chanceler também insistiu para que continuem a ser tomadas medidas para reter talentos na Espanha, para que jovens cientistas não tenham que se mudar para o exterior.