EFEBerlim

O governo da Alemanha reiterou nesta segunda-feira o seu apoio à ação militar de Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria em resposta ao suposto ataque com armas químicas do regime contra a população civil do território rebelde de Douma, nos arredores de Damasco.

Na conferência de rotina do Executivo, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, disse que "a Alemanha sempre mostrou de que lado está neste conflito através de declarações da chanceler (Angela Merkel), do ministro de Relações Exteriores (Heiko Maas) e da ministra da Defesa (Urusula von der Leyen)".

"Estamos do lado daqueles que estão horrorizados pelo novo ataque com armas químicas e de nossos aliados que são membros permanentes do Conselho de Segurança e que assumiram responsabilidade", acrescentou o porta-voz.

O governo alemão dá por feito, segundo Seibert, que houve um ataque com armas químicas em Douma e que a responsabilidade do mesmo é do regime de Bashar al Assad.

"Deixamos claro, tanto nós como os aliados que participaram dos bombardeios, que todos os indícios apontam não só que houve um ataque com armas químicas, mas que este foi responsabilidade do regime sírio", disse Seibert.

O porta-voz acrescentou que "o uso de armas químicas contra a própria população é uma violação clara do direito internacional que não pode ficar sem resposta".

Ao ser questionado se a ação militar sem mandato do Conselho de Segurança não constituía também uma violação do direito internacional, Seibert disse que esse órgão está sendo bloqueado pelos vetos que a Rússia impõe.

"Há meses esperamos que o Conselho de Segurança faça seu trabalho na Síria e há meses o Conselho de Segurança está sendo bloqueado", destacou Seibert.

A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Maria Adebahr, por sua vez, lembrou que a Rússia interpôs seis vetos no Conselho de Segurança relacionados com o conflito sírio.

"É uma triste realidade que o Conselho de Segurança não tenha capacidade de agir na Síria", disse Adebahr.