EFEBerlim

O número de infectados pelo novo coronavírus na Alemanha aumentou em 5.453, de acordo com boletim divulgado nesta quarta-feira, o que elevou o total para 67.366, enquanto os óbitos contabilizados desde o início da pandemia no país são 732.

O balanço foi divulgado pelo Instituto Robert Koch, o centro nacional de epidemiologia. A contagem, no entanto, está abaixo da que a Universidade Jonhs Hopkins, nos Estados Unidos, credita à Alemanha, devido ao diferente método de coleta e confirmação de dados. De acordo com a instituição americana, a Alemanha tem 74.508 registros de infectados, além de 821 mortes.

Os novos casos se concentraram em três dos estados mais afetados pela pandemia: Baviera (1.687), Renânia do Norte-Vestfália (1.126) e Baden-Württemberg (1.076).

A Alemanha é, independentemente do tipo de contagem, o quinto país com mais casos no mundo, atrás de Estados Unidos, Itália, Espanha e China.

O governo federal e governantes de 16 estados decidiram na quarta-feira estender as restrições à vida pública e à atividade comercial até o final da Páscoa, a fim de deter a propagação do coronavírus.

"Definimos com os primeiros-ministros dos estados que manteremos as medidas que têm estado em vigor até agora", disse a chanceler, Angela Merkel, após teleconferência com governantes estaduais.

Merkel disse compreender que a situação atual é "difícil para todos" e agradeceu aos cidadãos por respeitarem as medidas em vigor.

De acordo com a chanceler, é "muito cedo para pensar em relaxar as medidas". A situação deverá ser reavaliada após 19 de abril, dia em que as férias escolares terminam oficialmente.

O governo federal e os estados decidiram em 22 de março encerrar parcialmente a vida pública e proibir reuniões ou passeios em grupos com mais de duas pessoas (extensível a mais, para o caso de pessoas que moram na mesma residência).

Também foram fechadas escolas e creches. Apenas algumas lojas permanecem abertas no país, como as dedicadas ao fornecimento de alimentos, além de farmácias e postos de gasolina. Alguns estados têm aplicado medidas mais restritivas.