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Um italiano de 78 anos foi a primeira pessoa a morrer por Covid-19 na Itália, após o país confirmar nesta sexta-feira mais 15 casos de contágio, além dos três registrados anteriormente.

O morto, identificado como Adriano Trevistan, era um dos dois infectados na região de Veneto, no nordeste. Ele morreu na noite desta sexta-feira no hospital onde tinha sido internado, há alguns dias, na cidade de Monselice, pois não havia tempo para transferi-lo a outro centro devido à grave condição, explicou o presidente da região, Luca Zaia.

Autoridades italianas confirmaram mais cedo que havia 18 pessoas infectadas pelo coronavírus e que outras 250 estão sob observação, a maioria delas enfermeiros, médicos e pessoas que estiveram em contato com alguns dos pacientes.

Além disso, dez localidades no norte da Itália, com cerca de 50 mil pessoas, foram isoladas após ter sido detectado um novo caso que ainda não tinha sido controlado.

Vo Euganeo, onde foram detectados os dois casos de Veneto, também foi isolada, e foi dado início aos testes no resto da população que pode ter tido contato com os doentes.

O suspeito de ter sido o primeiro doente a desencadear a cadeia de contágio é um homem de 38 anos da cidade de Codogno, cerca de 60 quilômetros a sudeste de Milão, que foi internado no hospital em estado grave.

As autoridades acreditam que ele pode ter contraído o vírus após jantar com um amigo que voltou da China, mas que testou negativo para o coronavírus.

De acordo com o virologista Giorgio Palù, é possível que este homem que viajou da China tivesse uma quantidade clinicamente insignificante de coronavírus no corpo no momento dos exames, mas que já tinha sido infectado e contagiado o amigo durante o jantar.

A segunda paciente é a esposa do homem de 38 anos, grávida de oito meses, e há um terceiro paciente que foi internado no hospital com sintomas de pneumonia depois de praticar esportes com essa mulher.

Três outros pacientes estiveram em um bar em Codogno, cujo dono é pai do homem que praticou esporte com a esposa do primeiro paciente, e pelo menos cinco outros são profissionais de saúde.

As autoridades de Lombardia pediram aos residentes de nove municípios para que fiquem em casa temporariamente. Escolas, restaurantes, empresas e instalações esportivas foram fechadas como medida preventiva.

Para tentar tranquilizar a população, o ministro da Saúde disse que o governo já tinha um plano em andamento porque "estava claro que o que aconteceu poderia acontecer".

"A Itália está preparada. Aplicaremos o plano", declarou. EFE

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