EFEBuenos Aires

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, pediu nesta terça-feira àqueles que não votaram em seu partido no último domingo, nas primárias para as eleições legislativas de novembro, para que não condenem a Argentina "à regressão" - fazendo assim uma crítica ao governo de seu antecessor, Mauricio Macri - e prometeu que fará o que foi adiado e "corrigirá" o que deu errado em sua gestão.

De olho nas eleições legislativas de 14 de novembro, Fernández pediu àqueles que não votaram no partido governista Frente de Todos que não interrompam "a marcha" que começou com seu mandato em dezembro de 2019, quando derrotou Macri, da coligação Juntos pela Mudança, a que recebeu mais votos nas primárias.

"Sabemos que temos coisas a corrigir. O que fizemos de errado, vamos corrigir. O que não fizemos, vamos fazer. Os erros que cometemos, não voltaremos a cometer. Mas, por favor, não condenemos o país à regressão", afirmou.

As primeiras eleições com Fernández como presidente foram encaradas por analistas políticos como uma espécie de plebiscito sobre seu mandato - marcado pela gestão da pandemia de covid-19 e pela continuidade da recessão econômica que começou em 2018 - e um termômetro da tendência para as eleições presidenciais de 2023.

De acordo com a apuração provisória das primárias de domingo, as listas de pré-candidatos a deputado da Frente de Todos foram as mais votadas em apenas 7 das 24 províncias argentinas, contra 14 da Juntos pela Mudança. Em relação à disputa para o Senado, os candidatos governistas levaram a melhor em apenas 2 das 8 províncias em disputa.

"Agora que este tempo (da pandemia) está passando, é hora de continuar fazendo o que temos feito e foi bem feito, de fazer o que deveríamos ter adiado e não fizemos, de corrigir as coisas que fizemos mal", disse Fernández.

Ele pediu aos militantes de seu partido que convençam o eleitorado de que "o que está em jogo" é que "a Argentina deve voltar a se firmar", que "os empregos devem retornar", que "os empresários argentinos devem continuar a investir" no país.

Fernández alegou que seu governo aposta no "mundo da indústria" mais do que no "mundo financeiro", mas está "convencido" de que "a união do capital e do trabalho" é o que impulsionará o crescimento.

Em 14 de novembro, 127 das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados - onde nenhuma bancada atual tem maioria absoluta - e 24 das 72 do Senado, dominadas pelo partido governista, estarão em disputa. EFE

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