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John Bolton, assessor de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o governo americano imporá novas sanções contra o Banco Central da Venezuela, que é o que "mantém no poder" o presidente Nicolás Maduro.

Durante um almoço em Miami com integrantes do exílio cubano, Bolton antecipou que haverá "restrições de transações dos Estados Unidos ao Banco Central da Venezuela", o que proibirá "o acesso aos dólares" deste país.

"O Banco Central da Venezuela foi crucial para manter Maduro no poder, inclusive através do seu controle da transferência de ouro por moeda", ressaltou Bolton.

Segundo o assessor do presidente Trump, o governo dos EUA utilizará sua "máxima capacidade para pressionar Maduro e garantir que seus amigos (em referência a Cuba) já não roubem o que legitimamente pertence ao povo da Venezuela".

Bolton advertiu que esta medida é uma "forte advertência para todos os atores externos, inclusive a Rússia, contra o envio de ativos militares à Venezuela para escorar o regime de Maduro".

Nesse sentido, lembrou que "vários países da região" condenaram os voos militares russos à Venezuela com "35 toneladas de carga desconhecida e 100 militares".

"Os Estados Unidos considerarão tais ações provocadoras como uma ameaça para a paz e a segurança internacional na região", enfatizou Bolton em seu discurso diante de membros da Associação de Veteranos da Baía dos Porcos.

No mesmo evento, Bolton disse que o governo dos Estados Unidos também imporá sanções contra o Banco Corporativo (Bancorp) da Nicarágua e contra Laureano Ortega Murillo, filho do presidente nicaraguense, Daniel Ortega, assim como maiores restrições de viagens e remessas a Cuba.

Sem se aprofundar no tipo de castigo, o assessor de Trump acusou Ortega Murillo, representante da agência oficial de investimento e exportações ProNicaragua, de "uma grande corrupção sob a fantasia da agência líder de investimentos da Nicarágua".

Bolton também declarou que as remessas a Cuba serão limitadas a "mil dólares por pessoa por trimestre" e que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos também reduzirá as "viagens não familiares" à ilha.