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Ao menos 60 soldados leais ao governo internacionalmente reconhecido do Iêmen morreram e dezenas ficaram feridos neste sábado depois de um míssil balístico atingir um acampamento na província de Marib, no norte do país.

As informações são da emissora estatal da Arábia Saudita, que apoia o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen na luta contra os rebeldes houthis, que são respaldados pelo Irã.

Minutos depois do ataque, fontes do centro de treinamento militar de Al Meel, que fica na província de Marib, disseram à Agência Efe que o ataque tinha deixado 11 soldados mortos e outros 30 feridos.

Os militares disseram que o míssil foi lançado pelos houthis, que controlam grandes áreas no norte e noroeste do país, assim como Sana, a capital do Iêmen. O ataque ocorreu durante a oração muçulmana da tarde, segundo as fontes consultadas pela Efe.

Os houthis ainda não reivindicaram a autoria do ataque.

Marib é uma cidade produtora de petróleo controlada pelas forças leais ao presidente deposto do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi. Militares da coalizão liderada pela Arábia Saudita para combater os houthis também estão na região.

Em dezembro de 2018, as partes envolvidas no conflito chegaram a um acordo para negociar sob mediação do acordo. O pacto é visto como um ponto de partida para resolver a crise no país, mas vem sendo reiteradamente violado tanto pelos houthis como pelos aliados do presidente deposto.

O Iêmen vive hoje a maior crise humanitária do planeta, segundo a ONU. Quase 75% dos 30 milhões de habitantes do país precisa de ajuda humanitária para satisfazer suas necessidades básicas.