EFECracóvia (Polônia)

O vice-presidente do Fundo de Desenvolvimento da Polônia, Bartosz Marczuk, anunciou nesta segunda-feira que dos 3,5 milhões de ucranianos que chegaram ao país desde o início da invasão russa, até 1,3 milhão permaneceram, sendo 95% mulheres e crianças.

De acordo com a autoridade polonesa, os números de refugiados atuais são "completamente diferentes" dos que vinham sendo divulgados até hoje.

Segundo Marczuk, das 3,5 milhões de pessoas que cruzaram a fronteira da Polônia, vindas da Ucrânia, 1,4 milhão já voltaram à terra natal, enquanto 2,1 ficaram, mas alguns partiram para o Ocidente.

Assim, segundo a autoridade, que é ex-vice-ministro da Família, Trabalho e Política Social, a estimativa é que seguem no território polonês de 1,2 milhão e 1,3 milhão de refugiados.

A estimativa se baseia em dados como o número de pedidos pelo número de identificação fiscal na Polônia.

Segundo Marczuk, o registro serve para "identificar pessoas que estão interessadas em ficar" no país, tendo acesso a serviços públicos e benefícios.

A autoridade lembrou que "antes da guerra já havia 1,4 milhões de ucranianos vivendo na Polônia”.

Marczuk chegou a destacar que seria benéfica para o país a permanência definitiva de ucranianos, para compensar a taxa de natalidade polonesa, que segundo o Banco Mundial é de 1,4 nascimentos por mulher.

Segundo o ex-vice-ministro, a chegada de refugiados poderia significar "recuperar um ano" de queda no indicador, podendo assim chegar, em 2022, à taxa de 2,1 nascimentos por mulher. EFE