EFEWashington

A autópsia feita pelo legista do condado de Hennepin no corpo de George Floyd - o homem negro asfixiado por um policial branco durante uma abordagem na semana passada em Minneapolis (EUA) - determinou que a morte dele foi um homicídio.

Segundo o documento, divulgado nesta segunda-feira pelo jornal "The Washington Post", Floyd morreu de "parada cardiopulmonar complicada por subjugação, contenção e compressão do pescoço".

Ele ressaltou que a vítima sofreu os ferimentos que levaram a sua morte quando foi imobilizada pelos policiais.

O exame mostrou que Floyd sofria de problemas cardíacos e apontou "envenenamento por fentanil e uso recente de metanfetaminas" como "condições significativas", mas não especificou se elas contribuíram para sua morte.

Essa autópsia foi revelada após um exame encomendado pela família de Floyd ter sido divulgado nesta segunda-feira e confirmado que ele morreu de "asfixia devido a pressão constante".

Segundo a autópsia encomendada pela família, "houve uma compressão do pescoço e das costas que levou à falta de suprimento de sangue para o cérebro de Floyd", anunciou o advogado dos parentes da vítima, Benjamin Crump, em entrevista coletiva.

Na última segunda-feira, pedestres filmaram o policial Derek Chauvin pressionando o pescoço de Floyd com um dos joelhos por quase nove minutos, apesar de o homem suplicar e alegar que não conseguia respirar.

O exame médico preliminar incluído na queixa contra Chauvin, que foi preso na semana passada e acusado de homicídio em terceiro grau e homicídio culposo, não encontrou "elementos físicos para apoiar o diagnóstico de asfixia traumática ou estrangulamento". EFE

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