EFESanta Cruz de La Palma (Espanha)

A ilha de La Palma, localizada no arquipélago das Canárias, na Espanha, se prepara para a provável chegada ao mar, ainda nesta segunda-feira, da lava que é expelida do vulcão que entrou em erupção ontem, com a possibilidade da geração de explosões e emissão de gases nocivos.

O dispositivo de segurança que já estava montado na região foi intensificado nas últimas horas, com o estabelecimento de um perímetro de exclusão pelo mar e controles das autoridades para impedir o acesso por terra às áreas afetadas.

Até o momento, mais de 5 mil pessoas já tiveram que deixar os locais onde viviam, para que tivessem a segurança garantida. A Unidade Militar de Emergências do Exército da Espanha deslocou para a região 67 integrantes e 30 veículos.

Até o caminho até o mar, a lava destruiu casas, vias e outras infraestruturas, ainda de acordo com autoridades das Ilhas Canárias.

Além disso, está mantido o alerta de risco de incêndios florestais, que manteve mobilizados bombeiros e brigadas especializadas, além de militares.

O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, está desde domingo na ilha, atuando junto com o Plano de Proteção Civil, que foi formado para a coordenação com todas as autoridades envolvidas com a operação em torno da erupção do vulcão.

A União Europeia, além disso, ativou, a pedido do serviço de defesa civil do bloco, o sistema de mapeamento rápido dos satélites Copérnico e utilizará o satélite Sentinel 2 para manter o controle da situação na região.

O presidente do governo das Ilhas Canárias, Ángel Víctor Torres, informou que o vulcão seguirá ativo "nos próximos dias", o que deverá representar mais estragos materiais. O líder político pediu que a população redobre a atenção para garantir a preservação da saúde.

De acordo com o chefe do Executivo regional, até o momento, não houve nenhum tipo de incidente relacionado a erupção do vulcão que tenha deixado feridos.

Especialistas informaram que os rios de lava irão destruir as comunicações terrestres, elétricas e telefônicas.

José Mangas, professor de Geologia da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, informou à Agência Efe que será registrada chuva ácida na região quando a lava chegar ao mar.

O comitê científico do Plano de Emergências Vulcânicas das Canárias recomendou que seja feito um raio de exclusão de dois quilômetros em torno dos centros de emissão, para minimizar o risco de impacto de materiais sólidos lançados e da exposição de gases tóxicos.

O Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias (Involcan) informou hoje que a erupção, que começou às 11h12 (de Brasília), lançou de 6 mil a 9 mil toneladas diárias de dióxido de enxofre (SO2). A lava é lançada a uma altura média de seis metros e avança a 700 metros por hora.