EFEWashington

A união será o tema principal do discurso de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, que vai estender a mão "a todos os americanos" para que superem as profundas divisões do país, disse nesta terça-feira um dos conselheiros do vencedor das eleições de novembro do ano passado à Agência Efe.

Em seu primeiro discurso como presidente, logo após tomar posse amanhã diante do Capitólio - sede do Congresso -, Biden "falará sobre a necessidade de unir o país em um momento de crise sem precedentes", disse o conselheiro, que pediu anonimato.

"Ele estenderá a mão a todos os americanos, e pedirá a cada cidadão que faça parte do esforço para enfrentar os extraordinários desafios que temos", acrescentou.

O discurso deve durar de 20 a 30 minutos, um pouco mais longo do que o feito há quatro anos na posse do agora presidente em fim de mandato, Donald Trump, que durou 16 minutos, de acordo com uma fonte da equipe de Biden.

O objetivo do novo presidente é apresentar "uma visão de sua presidência que olha para o futuro, enquanto aborda o momento que estamos vivendo como um país", explicou o conselheiro.

"O discurso é estruturado em torno do tema da união. Como o presidente eleito costumava dizer em seus eventos de campanha, não há nada que este país não possa fazer quando o fazemos juntos", concluiu.

Colocar essa ideia em prática será difícil, entretanto, em um país mais polarizado do que nunca desde a contestação do resultado do pleito presidencial de novembro por Trump, que alega ser vítima de fraude.

O presidente eleito tomará o poder na posse com o maior esquema de segurança da história dessa cerimônia nos EUA por causa das ameaças que ainda pairam sobre Washington desde o ataque ao Capitólio por apoiadores radicais de Trump em 6 de janeiro.

Biden também assumirá as rédeas do país mais atingido pela pandemia em termos absolutos, com mais de 400.000 mortes por covid-19 e com milhões de americanos precisando urgentemente de ajuda do governo para pagar suas contas ou manter seus negócios em funcionamento.

O presidente eleito de despediu nesta terça-feira do estado que é seu berço político, Delaware, e viajou a Washington, onde tomará posse nesta quarta-feira às 14h (de Brasília) em frente ao Capitólio. EFE

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