EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou nesta quinta-feira com o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz, antes da divulgação de um esperado relatório da Agência Central de Inteligência (CIA) sobre o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi.

A imprensa americana informou que a Casa Branca queria realizar essa ligação antes de publicar o relatório, que deve confirmar o envolvimento do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, na morte do jornalista.

O comunicado sobre a ligação distribuído pela Casa Branca não faz nenhuma referência a Khashoggi, apenas explica que ambos conversaram "sobre os esforços para encerrar a guerra no Iêmen" e que Biden reforçou o "compromisso dos EUA em ajudar a Arábia Saudita a defender seu território diante dos ataques de grupos alinhados com o Irã".

Biden destacou a recente libertação de vários ativistas com nacionalidades saudita e americana, assim como a da ativista Loujain al Hathloul, e ressaltou ao rei "a importância que os EUA dão aos direitos humanos".

Ambos recordaram o "caráter histórico" da aliança entre Riad e Washington, e Biden se comprometeu a "trabalhar para que a relação bilateral seja o mais forte e transparente possível".

A figura do poderoso príncipe herdeiro e a aliança entre os dois países foi muito questionada nos EUA devido ao assassinato de Kashoggi, jornalista crítico ao governo saudita, em outubro de 2018, no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia.

Khashoggi foi assassinato por agentes sauditas procedentes de Riad, alguns próximos ao príncipe herdeiro, o que gerou repúdio internacional.

Na Arábia Saudita, oito indivíduos foram condenados pelo caso e cinco deles foram sentenciados à penade morte. Posteriormente, essas sentenças foram comutadas por penas de 20 anos de prisão.