EFETóquio

A americana Simone Biles afirmou nesta terça-feira, pouco após deixar a final por equipes da ginástica artística dos Jogos Olímpicos, que vem sofrendo com a falta de convicção no próprio trabalho e com o preso da responsabilidade de ser a maior estrela da modalidade, atualmente.

"Já não confio tanto em mim mesma, talvez, porque estou ficando mais velha. Houve dias em que todos tuitavam para mim, e que eu sentia o peso. Não somos apenas atletas, somos pessoas no fim do dia, e às vezes é preciso dar um passo atrás", disse a agora donas de seis medalhas olímpicas, com a prata de hoje dos EUA.

"Depois do desempenho que tive, não queria seguir. Queria me concentrar na minha saúde mental. Acredito que a saúde mental está mais presente no esporte agora, do que nunca", completou Biles.

Hoje, após não conseguir cravar seu salto, obter a pior nota da equipe dos americana (13.766) e conversar com os técnicos, ela foi colocada como reserva e não se apresentou nas barras assimétricas, na trave e no solo. Em breve nota, a federação de ginástica dos EUA informou que Simone sentiu uma lesão, mas não revelou onde.

"Não queria ir e fazer algo estúpido, sair lesionada. Acredito que o fato de tantos atletas falarem tem sido uma grande ajuda. Isso aqui é muito grande, são dos Jogos Olímpicos. No fim das contas, não queremos que nos tirem dali na maca", garantiu a ginasta, de 24 anos.

A Rússia conquistou a medalha de ouro na final por equipes feminina, marcando o fim da hegemonia dos Estados Unidos, que durava desde 2010. A Grã-Bretanha ficou com o bronze. O Brasil não conseguiu vaga para participar da prova.