EFEGenebra

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, alertou nesta segunda-feira, em seu primeiro discurso na Conferência para o Desarmamento em Genebra, para os "provocativos e perigosos" programas de desenvolvimento de armamento da China, país ao qual pediu mais transparência no assunto.

O chefe da diplomacia americana também pediu tanto à China como à Rússia para se envolverem mais no desenvolvimento de normas para um "comportamento responsável no espaço sideral", e sugeriu que governos como o russo deixem de realizar perigosos testes de armas armas antissatélite.

"Devemos reduzir as tensões no espaço, não agravá-las", disse Blinken, ao enfatizar que Washington já demonstrou nos primeiros meses da presidência de Joe Biden a vontade de discutir com Moscou os sistemas de controle de armas e outras questões de segurança.

Em relação ao Irã, o secretário de Estado denunciou o "comportamento desestabilizador (do país islâmico) na região", embora tenha afirmado que os EUA continuam empenhados em utilizar principalmente a diplomacia para garantir que o país não possua armas nucleares.

"Se o Irã voltar a cumprir rigorosamente o acordo nuclear, estamos preparados para fazer o mesmo", destacou Blinken, parafraseando comentários recentes de Biden.

Blinken também observou que os EUA continuarão concentrados em alcançar a desnuclearização na Coreia do Norte, trabalhando ao lado dos aliados e parceiros para abordar o desenvolvimento ilegal de armas de destruição em massa e programas de mísseis balísticos por parte do regime de Kim Jong-un.

Sobre armas químicas, Blinken voltou a citar a Rússia, denunciando o apoio do país ao regime sírio no desenvolvimento desse tipo de armamento, utilizado contra a própria população síria, enquanto Moscou o utilizou para tentar assassinar os críticos, como no recente caso de Alexei Navalny, argumentou.

"Os Estados Unidos estão aqui para trabalhar, cooperar, e utilizar novamente a Conferência para o Desarmamento para criar acordos sérios e inovadores que protejam uns aos outros", concluiu o secretário de Estado. EFE

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