EFEBento Gonçalves (RS)

O presidente Jair Bolsonaro abriu nesta quinta-feira a cúpula semestral do Mercosul e ressaltou que o rumo liberal adotado pelo bloco, sobre o qual alertou que "não se pode aceitar retrocessos ideológicos".

"Temos que seguir avançando para um Mercosul menor e mais eficiente", declarou o governante diante dos presidentes da Argentina, Mauricio Macri, e do Paraguai, Mario Abdo Benítez, além da vice-presidente uruguaia, Lucía Topolansky.

Bolsonaro relembrou as medidas adotadas no Brasil desde que chegou ao poder e deu a entender que o caminho liberal seguido pelo governo também deverá marcar o rumo do bloco.

Além disso, criticou as "taxas excessivas" existentes no bloco, em alusão à Tarifa Externa Comum (TEC), que o Brasil já propôs reduzir ou eliminar, com a complacência dos governos conservadores de Argentina e Paraguai.

No entanto, essa proposta pode ganhar a oposição do presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, que assumirá o cargo no dia 10 de dezembro.

Sem deixar margem a dúvidas, Bolsonaro insistiu na questão tarifária e garantiu que essas "taxas excessivas afetam quem produz e afetam a competitividade" dos países, que "não podem aceitar retrocessos ideológicos" que possam colocar obstáculos no caminho para o livre-comércio.

Bolsonaro também acenou para Uruguai e Paraguai, as menores economias do bloco, anunciando que o Brasil contribuirá com R$ 12 milhões para o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).

A cúpula, na qual o Paraguai receberá do Brasil a presidência temporária do bloco, ocorre na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e foi precedida por reuniões técnicas e de chanceleres.

Nessas reuniões, o Paraguai anunciou que um dos objetivos de sua presidência semestral será potencializar o Focem, de modo a acelerar o processo de redução de assimetrias entre as economias de Paraguai e Uruguai e a dos mais poderosos Brasil e Argentina. EFE

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