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A Câmara dos Deputados do Chile rejeitou nesta quinta-feira um pedido de abertura de processo de impeachment contra Sebastián Piñera que alegava uma suposta responsabilidade política do presidente do país nas violações contra os direitos humanos cometidas por policiais durante a recente onda de protestos de cunho social.

A rejeição foi decidida em uma votação apertada em uma sessão de debate que durou seis horas. O placar foi de 79 votos a favor e 73 contra a chamada "questão prévia", cuja aprovação faria com que o pedido, apresentado em 19 de novembro, não fosse analisado.

Além de "graves violações dos direitos humanos cometidas desde a explosão social", Piñera era acusado de "comprometer seriamente a honra da nação" e de ter infringido a Constituição

Esta foi a segunda iniciativa do gênero na história do Chile contra um presidente em exercício - a primeira foi apresentada em 1956 contra Carlos Ibáñez del Campo e também bloqueda.

Para que o pedido contra Piñera prosperasse, era necessária, além da aprovação por maioria na Câmara dos Deputados (78 votos), o apoio subsequente de dois terços do Senado.