EFENova York

CBS e Viacom anunciaram nesta terça-feira um acordo para voltar a unir as duas empresas, que se separaram em 2006, em uma única companhia batizada como ViacomCBS, que terá faturamento de US$ 28 bilhões por ano.

Em comunicado, as duas empresas informaram que a ViacomCBS será uma "companhia de conteúdo premium líder em escala global e na multiplataforma, com todos os ativos, as capacidades e escala para ser uma das mais importantes produtoras e transmissoras de conteúdo do mundo".

A fusão tem o objetivo de fortalecer as duas empresas para competir no mercado de streaming, em grande parte dominado pela Netflix. A ViacomCBS será mais uma a apostar nas plataformas digitais, seguindo os passos de outras gigantes do setor, como HBO e Disney, que em breve lançará o Disney+.

"A empresa conjunta será um ator em escala global, com posição de liderança nos mercados dos EUA, da Europa, da América Latine e da Ásia. Inclui o maior negóciod a televisão nos EUA, com a maior proporção de audiência da televisão e da televisão a cabo em todos os setores demográficos-chave", indicou as companhias em comunicado.

O presidente e executivo-chefe da Viacom, Bob Bakish, será o responsável por comandar a nova empresa. O atual executivo-chefe da CBS, Joe Ianniello, administrará a divisão com os ativos da CBS dentro do conglomerado que será formado com a fusão.

A ViacomCBS será proprietária dos canais "CBS", "Showtime", "Nickelodeon", "MVT", "Comedy Central" e "Paramount Networks". A operação também inclui a Paramount Pictures, um dos principais estúdios de cinema do mundo.

No total, a ViacomCBS terá em seu repertório mais de 140 mil episódios de séries de televisão e 3,6 mil filmes, que vão de "Star Trek" a "Missão Impossível".

A nova empresa também será uma das que mais gastam em produção de conteúdos no mundo. Juntas, CBS e Viacom têm 750 novas séries em produção. Só no ano passado, ambas investiram US$ 13 bilhões.

Quase 80% das duas empresas pertencem à National Amusements, o conglomerado do bilionário Summer Redstone, que já afirmou que tem os votos suficientes para aprovar a fusão. Agora, o negócio precisa passar pela aprovação dos órgãos reguladores dos diferentes países em que as companhias atuam.

Esta não é a primeira vez que CBS e Viacom tentam uma fusão. Em 2016, as duas empresas negociaram uma união, mas não houve acordo sobre a valorização da Viacom.