EFESantiago

O Chile superou a marca de 25.000 casos diários nesta sexta-feira e estabeleceu um novo recorde pelo terceiro dia consecutivo, com 26.727 novas infecções detectadas nas últimas 24 horas.

A região metropolitana, que abriga a capital Santiago e onde vivem 8 milhões dos 19 milhões de habitantes do país, também bateu seu próprio recorde, com 10.774 novos casos, o maior número de toda a pandemia.

Em nível nacional, as novas infecções aumentaram em 76% e 285% em relação aos últimos 7 e 14 dias, respectivamente, segundo detalhou o Ministério da Saúde.

O saldo desde o início da pandemia está agora em 39.620 mortes - já computadas os 26 óbitos ocorridos nas últimas 24 horas - e 2,04 milhões de infecções, das quais 87.734 ainda estão ativas, o que significa que essas pessoas podem transmitir o vírus.

A pressão hospitalar, por outro lado, permanece baixa, uma vez que há apenas 425 pacientes internados em unidades de terapia intensiva, embora haja um colapso em alguns laboratórios, com centenas de pessoas fazendo fila para fazer um teste de PCR.

Apesar do aumento explosivo de casos, o governo chileno não considera realizar novos confinamentos, mas sim a redução da capacidade em eventos nas regiões mais afetadas e a promoção da vacinação.

"Em nosso país, apesar do alto número de novos casos, o que podemos destacar é que a dose de reforço desempenhou um papel fundamental", disse à imprensa local a subsecretária de Saúde Pública, María Teresa Valenzuela.

O Chile vem realizando uma das campanhas de vacinação mais eficazes do mundo e mais de 92% da população, incluindo crianças (19 milhões de habitantes), já completou o esquema de vacinação. Além disso, já foram administradas mais de 12,3 milhões de terceiras doses.

Pessoas imunocomprometidas e profissionais de saúde começaram a ser vacinados com uma quarta dose há duas semanas. Em seguida, será a vez dos maiores de 55 anos. EFE