EFEPequim

A China deve autorizar a venda de 600 milhões de doses das vacinas contra o novo coronavírus produzidas no país, segundo informou nesta sexta-feira o subdiretor da equipe de pesquisa e desenvolvimento de vacinas do Conselho de Estado, Yang Junzhi.

"Será aprovada a comercialização de um total de 600 milhões de doses de vacinas inativadas neste ano. Haverá notícias muito em breve, em uma ou duas semanas", disse o especialista, durante uma conferência realizada na cidade de Wuhan, conforme publicou o jornal local "The Paper".

As autoridades chinesas autorizaram, ainda em 22 de julho, o uso de candidatas à vacina contra o novo coronavírus, para alguns casos. A expectativa agora é que 610 milhões de doses sejam fabricadas até o fim deste ano. Já em 2021, a meta é produzir 1 milhão de doses.

Três companhias chinesas estão na terceira fase de testes clínicos e podem anunciar resultados em breve, a Sinovac, a Sinopharm e a Casino Biologics.

Outra vacina produzida pela Sinopharm já concluiu a etapa de número 3, e a empresa solicitou no último dia 24 à Autoridade Estatal de Alimentação e Medicamentos da China a aprovação para saída ao mercado, pedido que ainda não teve resposta.

Além disso, devem ser somadas as produzidas em consórcio, entre a chinesa Fosun Pharma, a americana Pfizer, e a alemã BioNTech.

"Tudo isso é o resultado das capacidades, tecnologia e da experiência acumulada na pesquisa e desenvolvimento de vacinas ao longo dos anos e reflete as vantagens tecnológicas e institucionais do país", afirmou Wang.

O subdiretor da equipe de pesquisa e desenvolvimento de vacinas do Conselho de Estado explicou que as vacinas inativadas são as mais próximas á estrutura natural do vírus, com isso a "resposta imunológica do corpo humano depois da aplicação é mais forte".

Wang ainda destacou que se trata de vacina mais estável e que pode ser transportada a temperaturas de 2 a 8 graus, bem mais altas do que outras que estão sendo colocadas no mercado.

O estado de São Paulo já adquiriu 46 milhões de doses da Coronavac, produzida pela Sinovac. Ontem, o governador João Doria, inclusive, já anunciou intenção de iniciar campanha de imunização em janeiro.

A vacina, no entanto, só estará disponível para os paulistas depois que seja verificada sua eficácia, o que acontecerá após o encerramento da terceira fase de testes clínicos.

A Turquia, por sua vez, anunciou que iniciará já na próxima sexta-feira uma ampla campanha de vacinação, com o agente imunológico produzido pela Sinovac. Os primeiros alvos serão profissionais de saúdes.

A expectativa do governo local é vacinar 10 milhões pessoas até o fim de janeiro do ano que vem.