EFEPequim

Autoridades da China decidiram nesta quinta-feira (data local) suspender todos os transportes em Wuhan, onde começou a epidemia de pneumonia causada por um novo coronavírus que matou pelo menos 17 pessoas, e impedir qualquer saída "sem razões especiais" da cidade, que tem 11 milhões de habitantes.

Um breve comunicado divulgado pelo novo centro de controle e prevenção de pneumonia da cidade diz que, a partir das 10h (horário local; 23h desta quarta-feira em Brasília), "os ônibus urbanos, o metrô, as balsas e transportes de passageiros de longa distância" serão suspensos. Com isso, o aeroporto e a estação de trem ficarão "temporariamente fechados".

A proibição vem apenas um dia antes do que equivale à véspera de Ano Novo no calendário lunar chinês. No sábado será comemorado o Ano Novo, a principal época festiva do país, quando milhões de pessoas viajam para se reunirem com as famílias.

Esta medida drástica visa, segundo a declaração, "cortar eficazmente a transmissão do vírus, conter resolutamente a inércia da propagação da epidemia e garantir a segurança da vida e da saúde das pessoas".

O governo da cidade também recomendou o uso de máscaras em locais públicos, e os funcionários das instituições públicas também devem usá-las durante o horário de trabalho.

No início desta noite, as autoridades da província de Hubei, da qual Wuhan é a capital, tinham aumentado o número de casos confirmados na região para 444, e o número de mortes para 17. Ainda não foram confirmadas mortes em outras províncias.

Esses números, que só correspondem à província mencionada acima, já são superiores aos números nacionais fornecidos pela Comissão Nacional de Saúde.

O site oficial da Comissão ainda não atualizou o balanço nacional, mas uma contagem feita pelo jornal estatal "Global Times" indica um total de 544 casos em toda a China.