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O porta-voz da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, Turki al-Maliki, informou nesta segunda-feira que, de acordo com as investigações preliminares, os ataques cometidos no sábado contra duas refinarias da petroleira saudita Aramco não foram lançados do Iêmen, embora os rebeldes houthis tenham reivindicado a autoria da ofensiva.

"Como informação preliminar, o ataque não foi lançado do território iemenita, como haviam reivindicado os houthis, já que eles são instrumentos nas mãos da Guarda Revolucionária iraniana para cumprirem a agenda do Irã", afirmou o porta-voz em entrevista coletiva em Riad.

"As investigações com as entidades competentes seguem em andamento, mas as evidências e indícios apontam que são armas iranianas", disse o representante da coalizão, que acusou o Irã de estar por trás do "covarde ato terrorista".

Maliki não deu mais detalhes sobre os ataques. Segundo ele, os resultados definitivos "serão anunciados assim que terminarem as investigações e as armas serão expostas à imprensa".

"Estamos trabalhando para precisar o lugar de lançamento da operação", detalhou Maliki, acrescentando que os ataques não tiveram como alvo somente a economia saudita, "mas a segurança econômica mundial".

Os rebeldes houthis reivindicaram o ataque de sábado, cometido com dez drones contra duas refinarias da Aramco no noroeste da Arábia Saudita. No entanto, Estados Unidos e o governo do Iêmen acusaram o Irã.

A ofensiva provocou um corte de praticamente metade da produção da maior petroleira do mundo, afetando bolsas de valores e preços do petróleo ao redor do planeta.

Apesar da reivindicação dos houthis, surgiram especulações de que esses ataques poderiam ter sido lançados do Iraque, onde há milícias xiitas respaldadas pelo Irã, o que Bagdá negou no domingo.

O primeiro-ministro iraquiano, Adil Abdul-Mahdi, declarou em conversa por telefone com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que o Iraque não permite que o seu território seja utilizado contra países vizinhos.