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Pelo menos 34 soldados e paramilitares leais ao regime sírio e 42 jihadistas da Frente Al Nusra - filial da Al Qaeda na Síria - e milícias aliadas morreram ontem em confrontos ocorridos na periferia sul de Aleppo, segundo informou nesta quarta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG afirmou em comunicado que durante os enfrentamentos, que aconteceram nos arredores da cidade de Al Ais, as forças do regime sírio conseguiram recuperar por algumas horas a área de Talal, que foi retomada depois pela Al Nusra e seus aliados.

Dos 42 jihadistas que morreram nos combates, que foram acompanhados de intensos bombardeios aéreos, 18 pertenciam à Frente al Nusra e o resto a outros grupo armados.

Além disso, entre as fileiras das forças leais ao presidente Bashar al Assad, quatro combatentes do grupo xiita libanês Hezbollah morreram.

Segundo o Observatório, a Frente al Nusra se apoderou dos corpos de pelo menos 20 de seus oponentes que morreram nos enfrentamentos.

Por outra parte, o Observatório informou de confrontos entre facções islamitas e o grupo rebelde Força Síria Democrática - integrada por combatentes curdos, árabes e assírios - nos arredores da cidade de Sheikh Aisa, no norte de Aleppo, depois que os rebeldes da Síria democrática lançaram uma ofensiva.

Segundo a ONG foram registradas baixas nas fileiras de ambos grupos, embora não tenha especificado seu número.

Os combates coincidem com a realização de eleições legislativas nas áreas sob controle das autoridades de Damasco e no meio de um cessar-fogo entre o governo e os grupos armados opositores, vigente desde 27 de fevereiro.

A cessação de hostilidades não inclui a Frente al Nusra nem o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), que são bombardeados pelo exército sírio, assim como pelas aeronáuticas da Rússia e da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.