EFEAssunção

A Conmebol divulgou nesta quarta-feira, que está acontecendo troca de informações entre as polícias de Uruguai e Brasil sobre a possibilidade de torcedores com antecedentes criminais viajarem para Montevidéu, visando acompanhar a final da Taça Libertadores, entre Palmeiras e Flamengo, no próximo dia 27.

A entidade indicou que trabalha "há meses na estratégia de segurança" para a decisão, assim como para a final da Copa Sul-Americana, entre Athletico Paranaense e Bragantino, que acontecerá sete dias antes, também na capital uruguaia.

"As autoridades brasileiras e uruguaias trocam informações sobre pessoas com antecedentes, a fim de adotarem medidas para prevenir incidentes ou atos de violência", aponta a nota divulgada pela Conmebol.

"As caravanas de torcedores que viajam do Brasil para o Uruguai serão constantemente monitoradas e farão diferentes trajetos até diferentes pontos de fronteira. Também na capital uruguaia, os pontos de encontro das torcidas serão distantes uns dos outros", completa o comunicado.

Segundo a Conmebol, a estratégia tratada visa minimizar ao máximo o contato entre torcedores dos diferentes clubes, seja nas estradas, nos pontos de fronteira ou dentro de Montevidéu.

"Em geral, a polícia uruguaia será responsável pela vigilância e controles nas áreas fora dos hotéis, campos de treinamento e rotas de deslocamento das equipes, enquanto a Conmebol contratará serviços de segurança privada para as áreas internas", indica o texto.

De acordo com a nota, no Estádio Centenário, onde ocorrerão as finais, haverá equipes privadas e policiais locais. A Conmebol ainda lembra que apenas torcedores com ingressos poderão se aproximar do palco dos dois jogos.

Nesta segunda-feira, a Secretaria Nacional do Esporte do Uruguai confirmou que o Centenário poderá ter 75% de ocupação nas finais, com isso, o público autorizado para as disputas dos títulos da Libertadores e Sul-Americanas será de até 45 mil pessoas. EFE