EFEBogotá

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Colômbia abriu nesta terça-feira um inquérito preliminar contra o ex-presidente do país Juan Manuel Santos, para apurar se houve financiamento da Odebrecht no segundo turno da campanha de reeleição, em 2014.

A decisão foi tomada a partir de documentos obtidos pelo Ministério Público, segundo explicou a CNE, por meio de comunicado. O objetivo, ainda de acordo com o órgão, é tentar estabelecer "fatos novos", que possam ser objeto de investigação por suspeita de corrupção.

Em junho do ano passado, a Comissão de Investigação e Acusação da Câmara dos Representantes, também abriu um processo preliminar contra Santos, para estabelecer as supostas vinculações com o caso envolvendo a Odebrecht na Colômbia.

No ano passado, o ex-gerente da campanha presidencial de Santos, nas eleições de 2014, Roberto Prieto, foi condenado a cinco anos de prisão, por receber dinheiro da empreiteira brasileira.

Segundo documentos divulgados em dezembro de 2017 pelo Departamento de Justiça dos EUA, a Odebrecht pagou US$ 788 milhões (R$ 3,1 bilhões, em valores atuais) em subornos, em 12 países da América Latina e África, entre eles a Colômbia, onde o montante chegaria a mais de US$ 11 milhões (R$ 43,7 milhões).

Posteriormente, o Ministério Público apontou que as propinas que a empresa pagou a políticos colombianos chegaram a 84 bilhões de pesos, o que representa cerca de (R$ 93,5 milhões, atualmente).