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A Coreia do Sul registrou nesta quarta-feira (data local) um novo recorde nacional diários de casos de Covid-19, com 7.175, e ultrapassou pela primeira vez a marca de 7 mil infectados em 24 horas, em um momento de crescente preocupação com o número de pacientes em estado grave.

Houve 2.221 novos casos a mais que na véspera, o que representa o maior salto diário desde o início da pandemia e bem acima do recorde diário anterior, de 5.352 contágios, reportado no último sábado, de acordo com dados da Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA).

O número de pessoas gravemente doentes, que tem aumentado nas últimas semanas à medida que as restrições têm sido aliviadas, chegou a 840 hoje. Além disso, foi atingida uma medida de 50 mortes por dia nos últimos sete dias.

As autoridades estão trabalhando para aumentar a disponibilidade de leitos de unidades de terapia intensiva na região de Seul, mas ainda é difícil cobrir a taxa de aumento nos casos, como admitiu o primeiro-ministro sul-coreano, Kim Boo-kyum.

A pressão sobre o sistema de saúde levou o governo a concentrar seus esforços na melhoria do tratamento domiciliar para evitar o colapso. As autoridades planejam começar a fornecer tratamento administrado oralmente a partir do início de 2022, segundo Kim.

O premiê pediu uma investigação epidemiológica mais ampla e testes rápidos para conter a variante ômicron, da qual o país tem 38 casos até agora. Ele também convocou as pessoas com mais de 60 anos - que representam 35% de todos os casos e 84% dos pacientes críticos - a obterem uma dose de reforço, e os jovens - menores de 18 anos representam 22% das infecções e 99% dos infectados não são vacinados - a completarem o processo de imunização.

Após o aumento dos casos, as autoridades sul-coreanas decidiram apertar as medidas de distanciamento. Desde ontem, foi reduzido para seis o número máximo de pessoas autorizadas a se reunirem na região de Seul e para oito no restante do território nacional.

O país exige atualmente a apresentação de um comprovante vacinação ou um teste de coronavírus com resultado negativo para entrada em instalações de alto risco como saunas, bares, restaurantes e academias. EFE