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Autoridades da Coreia do Sul confirmaram nesta quinta-feira a primeira morte causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, além de 53 novos casos, o que aumenta para 104 o número de contágios desde que a epidemia começou a se propagar pelo país, há cerca de um mês.

De acordo com o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KCDC), morreu um homem no condado de Cheongdo, que faz fronteira com a cidade de Daegu (230 quilômetros a sudeste de Seul), onde 51 dos 53 casos anunciados hoje foram relatados dentro e nos arredores da cidade.

A primeira morte por Covid-19 na Coreia do Sul ocorreu na quarta-feira, e a presença do coronavírus no corpo da vítima foi confirmada hoje.

Quanto aos casos em Daegu, a maioria parece estar ligada a uma mulher de 61 anos - que as autoridades de saúde acreditam ser uma "supercontagiadora" - residente nesta cidade de 2,5 milhões de pessoas, a terceira maior do país.

A mulher em questão frequenta a igreja Shincheonji (Novo Céu e Terra), que celebrou uma missa em Daegu no domingo passado, na qual participaram cerca de mil paroquianos. Acredita-se que esse foi um dos principais focos de infecção, uma vez que pelo menos 23 dos recém-infectados estiveram presentes na cerimônia.

A mulher também visitou recentemente Cheongdo, onde morreu a primeira vítima do coronavírus SARS-CoV-2 na Coreia do Sul.

Em entrevista coletiva, o prefeito de Daegu, Kwon Young-jin, pediu para que os moradores da cidade permaneçam em casa o maior tempo possível.

O diretor do KCDC, Jung Eun-kyeong, em declaração divulgada pela agência de notícias "Yonhap", recomendou que as pessoas que visitaram a igreja de Daegu e o hospital Daenam em Cheongdo, onde ocorreu a primeira morte sul-coreana, fiquem em casa e liguem para o número de emergência do hospital caso apresentem algum sintoma.