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A advogada das supostas vítimas de abuso envolvidas no caso Jefrey Epstein pediu nesta sexta-feira ao príncipe Andrew, amigo do bilionário há anos, para se pronunciar, "chamando o FBI e responder às suas perguntas".

Essa mensagem apareceu hoje em um ônibus escolar de estilo americano que circulou pelo centro de Londres e também em frente ao Palácio de Buckingham, em um protesto organizado pela advogada Gloria Allred, que representa várias das supostas vítimas do falecido Epstein.

"Se você vir esse homem, peça para ele ligar para o FBI para responder às suas perguntas", diz o texto, que é acompanhado por uma fotografia do filho da rainha Elizabeth.

Embora o processo criminal contra o americano Epstein tenha sido encerrado após seu suposto suicídio na prisão, em agosto do ano passado, ainda está aberta uma investigação civil para exigir o pagamento de uma compensação financeira e o FBI investiga se havia uma rede de recrutamento e tráfico sexual de menores em torno do milionário.

O Ministério Público do distrito sul de Nova York e o FBI já revelaram no mês passado que entraram em contato com os advogados do príncipe para se reunirem com ele a respeito deste caso, mas indicaram que ele não está cooperando.

Os laços estreitos do príncipe com Epstein eram conhecidos há anos, mas a pressão da mídia sobre Andrew aumentou após sua entrevista à "BBC" em novembro de 2019.

Na entrevista, recordam que uma americana, Virginia Giuffre, argumentou ter sido coagida por Epstein a fazer sexo com o príncipe, quando ela tinha apenas 17 anos, acusação que ele nega.

O escândalo forçou o duque de York, de 59 anos, a renunciar por um período indeterminado de suas funções para não prejudicar a imagem da monarquia e das empresas e organizações com as quais colabora. EFE

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