EFEHaia

A delegação britânica na Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) denunciou nesta segunda-feira que a equipe de analistas enviada à Síria "não foi autorizada a acessar" a cidade de Douma para investigar o suposto ataque químico ocorrido na semana passada.

O chefe da delegação britânica, Peter Wilson, pediu à Rússia e à Síria, aliados no conflito armado no país árabe, "cooperação" com a investigação e advertiu que o acesso à região do ataque é "essencial" para o trabalho dos analistas da OPAQ.

Em comunicado, a delegação explicou que Wilson transmitiu hoje esta situação à OPAQ, nove dias depois do suposto ataque químico que deixou dezenas de civis mortos.

"O regime sírio tem um histórico abominável de uso de armas químicas contra o seu próprio povo. Seu uso se transformou em uma arma de guerra comum no conflito", disse Wilson.

Este órgão da ONU confirmou neste sábado que sua equipe de investigadores chegou a Damasco para começar seu trabalho, embora não tenha explicado se as autoridades sírias estavam cooperando com eles durante o fim de semana.