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Uma delegação enviada pelo Egito deixou Tel Aviv nesta sexta-feira com a rejeição de Israel a "todas as iniciativas de mediação" para uma trégua com as facções palestinas a fim de acabar com a escalada da violência, a pior em sete anos, e impedir uma possível operação terrestre na Faixa de Gaza, segundo disseram à Agência Efe duas fontes de segurança egípcias.

A delegação do Egito, que atua como mediador entre Israel e o movimento islâmico palestino Hamas, deslocou-se ontem a Tel Aviv para se encontrar com autoridades israelenses, que reforçaram sua intenção de realizar uma "ampla operação militar" na Faixa de Gaza antes de chegar a qualquer trégua, detalharam as fontes, que pediram anonimato.

"É evidente que Israel tem objetivos específicos com o ataque que pretende lançar à Faixa de Gaza antes de um cessar-fogo, tais como destruir as capacidades militares da resistência palestina e especialmente do Hamas, bem como atingir um certo número de líderes do Hamas procurados por Israel", destacou uma das fontes egípcias.

Essa fonte acrescentou que Israel indicou durante as reuniões que a campanha militar contra o enclave "poderia começar esta sexta-feira à noite", coincidindo com o segundo dia do Eid al-Fitr, a celebração que encerra o mês sagrado do Ramadã, e depois "poderiam voltar às negociações".

A fonte egípcia se mostrou segura de que um importante papel neste processo será desempenhado pelos Estados Unidos com a chegada a Tel Aviv do secretário-adjunto para Assuntos Palestinos e Israelenses do Departamento de Estado, Hady Amr.

Ontem, o Alto Representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança Comum, Josep Borrell, indicou que o bloco europeu não tem capacidade para resolver a tensão atual no Médio Oriente e que apenas os Estados Unidos poderiam fazê-lo.

Por sua parte, uma outra fonte de segurança egípcia destacou que a iniciativa do Cairo tinha sido a de propor um cessar-fogo de um ano entre os dois lados.

Porém, diante da recusa israelense, o Egito, primeiro país árabe a assinar um tratado de paz com Israel, em 1979, respondeu com o "congelamento de várias questões com Tel Aviv", sem dar mais pormenores.

O número de mortos desde segunda-feira em Gaza subiu hoje para 119, entre eles 31 crianças, após a ofensiva israelense da madrugada, enquanto nove pessoas morreram em Israel, sete delas pelo impacto de projéteis e duas depois de caírem enquanto corriam em direção a abrigos antibombas.