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O deputado da cidade de Qom, Ahmad Amirabadi, denunciou nesta segunda-feira que naquela região do Irã pelo menos 50 pessoas morreram devido ao coronavírus Covid-19 e que a região deve ser colocada em quarentena, embora o Ministério da Saúde iraniano tenha negado esses dados e insistido em que há 12 casos de mortes no país.

"Até ontem à noite, cerca de 50 pessoas morreram devido ao coronavírus, o Ministro da Saúde é culpado por esse problema", disse Amirabadi após uma sessão do Parlamento, citado pela agência semi-oficial "Ilna".

O parlamentar, que abandonou a sessão, denunciou que as medidas adotadas pelas autoridades para impedir a disseminação do coronavírus "não foram eficazes" e que "os enfermeiros não têm roupas adequadas de quarentena".

"Na sessão à porta fechada, pedi ao ministro da Saúde (Saad Namaki) que colocasse Qom em quarentena e até discuti com ele pois estão mentindo para a população", afirmou.

Amirabadi explicou que o coronavírus chegou a Qom há três semanas, embora os primeiros casos não tenham sido anunciados até a última quarta-feira e que existem cerca de 250 pessoas em quarentena na cidade.

O deputado também denunciou que a cidade está enfrentando "uma escassez" de equipamentos de diagnóstico para coronavírus e máscaras em farmácias e que quatro especialistas enviados abandonaram Qom na noite passada.

Segundo seus dados, durante esse período, 32 pessoas em quarentena morreram e a maioria das mortes que ocorreram nos hospitais de Forqani e Kamkar, em Qom, são devidas ao coronavírus.

Entre os casos que deram positivo, está o diretor da Universidade de Ciências Médicas de Qom, portanto, diante da crise existente, o deputado pediu que outra pessoa seja rapidamente nomeada para o cargo.

O Ministério da Saúde negou os dados divulgados pelo deputado e sustentou que em todo o Irã, até agora 12 pessoas morreram pelo Covid-19. EFE

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