EFEGenebra (Suíça)

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanomm Ghebreyesus, afirmou nesta sexta-feira que, foram notificados mais casos de infecção pelo novo coronavírus nas últimas quatros semanas, do que nos seis meses iniciais da pandemia da Covid-19.

O líder da agência destacou a preocupação, especialmente no Hemisfério Norte, na Europa e América do Norte, com o grande número de pessoas internadas nas unidades de terapia intensiva (UTI) nos hospitais. Tedros admitiu o temor de um colapso nas redes nacionais de saúde.

Nesta quinta-feira, último dia com dados consolidados pela OMS, o número de mortes por Covid-19 foi de 10.190. Essa foi a primeira vez desde 15 de agosto foi superada a marca de 10 mil óbitos provocados pela doença.

A marca, de acordo com informações preliminares disponibilizadas pela OMS, o balanço da sexta-feira terá ainda mais vítimas.

Já a quantidade de notificação de casos ao longo de ontem foi de 605.126. Hoje, conforme aponta a Organização Mundial de Saúde, também será verificada uma alta.

Ao todo, desde o início da pandemia, a OMS já contabilizou 56.623.643 casos de infecções em todo o planeta, a maioria nas Américas que já tiveram 24.035.426.

O número de vítimas da Covid-19 chegou a 1.355.963, com o Brasil aparecendo como o segundo no ranking de países com mais mortes, 167.455, apenas atrás dos Estados Unidos.