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Leopoldo López, um dos principais líderes da oposição ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela, declarou nesta terça-feira, em sua primeira entrevista coletiva em Madri, que jamais quis deixar o país sul-americano e tem a intenção de voltar em um cenário no qual ela esteja "livre".

"Não queria deixar a Venezuela, sempre disse. Infelizmente, as circunstâncias me levaram a isso", afirmou López, que classificou o governo do presidente venezuelano como uma "ditadura".

"Hoje, graças ao trabalho de muitos líderes venezuelanos, é claro que a Venezuela é uma ditadura, e Maduro, um criminoso", afirmou.

O opositor chegou em Madri no último domingo, depois de sair "clandestinamente" da Venezuela - onde estava na residência do embaixador da Espanha - rumo à Colômbia, de onde embarcou para a Europa.

López estava hospedado na residência do embaixador espanhol desde que deixou sua prisão domiciliar para se juntar a uma revolta militar liderada pelo também opositor Juan Guaidó, que é reconhecido por cerca de 50 países como o presidente interino da Venezuela.

Na coletiva em Madri, Leopoldo López agradeceu a Deus e ao governo espanhol por ter conseguido deixar a Venezuela, e declarou que Guaidó é "o legítimo presidente da Venezuela".

"Daqui poderei contribuir como parte de uma equipe liderada por Juan Guaidó, e tenho certeza que contribuiremos muito de fora", disse o líder da oposição, que considera "vítima" do governo Maduro e alegou que "todas as vítimas merecem justiça".

"A Europa não pode virar as costas, e os Estados Unidos também não podem" em relação a um governo que, segundo a ONU, cometeu "crimes contra a humanidade", frisou Lopez, que concedeu a coletiva ao lado da esposa e de seus filhos e pais.