EFECidade do México

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales adiou a primeira entrevista coletiva que iria oferecer no México, onde se encontra para participar de um seminário político após dois anos seu asilo no país por um breve período.

"Por motivos alheios a este instituto político, a entrevista coletiva do ex-presidente boliviano Evo Morales, marcada para esta quinta-feira, 21 de outubro, acontecerá amanhã, 22 de outubro", disse o Partido do Trabalho mexicano (PT), organizador do evento, em um breve anúncio.

O PT anunciou que hoje haveria uma entrevista coletiva presidida por Evo Morales juntamente com José Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras e Alberto Anaya Gutiérrez, coordenador nacional do partido mexicano, "por ocasião da visita do ex-presidente boliviano".

Após chegar ao país ontem, esta coletiva de imprensa foi aguardada ansiosamente pois representa o primeiro compromisso público desde que desembarcou no México, após o asilo no país em novembro de 2019.

"Bem-vindo Evo ao México, receba sempre o abraço solidário de nosso povo", escreveu o chanceler Marcelo Ebrard no Twitter, ontem, juntamente com uma foto onde os dois se cumprimentam afetuosamente.

Em vez de dar entrevista coletiva, Evo Morales participa atualmente da 24ª edição do evento do Partido do Trabalho denominado Seminário Internacional "Os Partidos e uma Nova Sociedade", que acontece até sábado e pode ser acompanhado nas redes sociais.

A Bolívia mergulhou em uma crise social e política após as eleições de 20 de outubro de 2019, anuladas por denúncias de suposta fraude eleitoral a favor de Morales.

Após o relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgado na madrugada de 10 de novembro de 2019, Morales primeiro anunciou novas eleições e horas depois renunciou ao cargo de presidente, alegando ter sido vítima de um suposto "golpe de Estado".

Ele chegou ao México em 12 de novembro de 2019 como asilado político do governo de Andrés Manuel López Obrador.

Depois de quase um mês no México, Morales viajou a Cuba alegando problemas de saúde, mas na realidade era para analisar junto com a Venezuela como "retomar" a democracia na Bolívia, como explicou no início do ano em entrevista à Agência Efe.

Posteriormente, seguiu para a Argentina e, após o triunfo do Movimento ao Socialismo (MAS) nas eleições gerais de outubro de 2020 com o candidato Luis Arce, o ex-presidente Morales voltou à Bolívia. EFE