EFEJerusalém/Gaza

Os lançamentos de foguetes em direção a Israel e os bombardeios na Faixa de Gaza recomeçaram nesta quarta-feira, nos quais 13 pessoas morreram apenas hoje, na escalada provocada pela morte de um líder da Jihad Islâmica em um ataque israelense.

Com isso, já são 23 o número total de palestinos mortos em Gaza, a maioria deles milicianos. Hoje, um bombardeio israelense no leste de Gaza culminou com as mortes de três civis que estavam sentados em frente a um estabelecimento: um pai e seus dois filhos, com idades entre 8 e 25 anos.

Em um outro atentado no bairro Al Tufah, um adolescente de 16 anos foi morto, assim como um terceiro civil, de 18 anos, que perdeu a vida em um outro atentado.

As autoridades locais informaram que o total de palestinos mortos subiu para 23 desde ontem quando teve início o confronto, 13 deles somente hoje.

Três dos mortos são militantes das Brigadas Al-Aqsa do partido nacionalista Al Fatah e 14 militantes da Jihad Islâmica, incluindo o líder do grupo, Bahaa Abu al-Ata, que morreu ontem ao lado de sua esposa.

Após uma noite de relativa calma, alarmes antiaéreos começaram a soar hoje nas comunidades israelenses perto de Gaza por volta das 5h (hora local), enquanto combatentes israelenses responderam com bombardeios, principalmente sobre os alvos do grupo islâmico da Jihad Islâmica.

O Exército israelense bombardeou uma fábrica de projéteis do grupo e uma loja de armas na residência de Adam Abu Hadayid, um miliciano da Jihad Islâmica, e forças navais bombardearam um navio do grupo "usado para treinamento para futuros ataques marítimos, bem como um complexo militar", disse em comunicado.

O primeiro-ministro interino de Israel, Benjamin Netanyahu, disse hoje que continuará a responder se o lançamento de foguetes do enclave não cessar. Ele confirmou que mais de 250 foguetes foram lançados desde ontem, dos quais 90% foram interceptados.

"Eu disse ontem que não optamos pela escalada, mas que responderíamos a todos os ataques contra nós e responderíamos bruscamente. A Jihad Islâmica faria bem em entender isso agora, antes que seja tarde demais", alertou Netanyahu.

Enquanto isso, o Egito e as Nações Unidas, que fizeram a mediação em escaladas anteriores para conseguir uma trégua, continuam negociações indiretas com as partes para evitar mais confrontos.

Este novo pico de tensão começou ontem, quando no ataque onde Bahaa Abu al-Ata foi morto, em uma operação aprovada por Netanyahu, e o recém-nomeado ministro da Defesa, Naftali Bennett.