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A Espanha superou a China nesta quarta-feira no número de mortos por conta do novo coronavírus, chegando a 3.434 mortes, em comparação com 3.281 no país asiático, segundo dados do Ministério da Saúde espanhol.

As novas mortes devido à pandemia na Espanha foram de 738 nas últimas 24 horas, um novo recorde diário, e 43% a mais do que as mortes diárias relatadas ontem.

O número de infectados atingiu 47.610 casos, com um aumento de 20% em relação a ontem.

Além disso, 3.166 pacientes foram admitidos em unidades de terapia intensiva (UTI).

O sistema hospitalar está "sobrecarregado" e essa situação "continuará crescendo" até que o nível de novos positivos seja reduzido, reconheceu hoje o porta-voz do Ministério da Saúde, Fernando Simón, durante entrevista coletiva.

O sistema de saúde está praticamente bloqueado e os profissionais estão exaustos, especialmente nas regiões mais afetadas, como Madri e Catalunha.

Madri, região mais afetada da Espanha, já registra 1.825 mortes.

Mas a evolução dos dados, tanto dos infectados como os falecidos, difere de acordo com as regiões; e a Catalunha foi a mais afetada pelo segundo dia, hoje, com um aumento de 50% dos internados, enquanto em Madri foi de apenas 7%.

Em uma nota positiva, 5.367 pacientes já receberam alta em todo o país.

Um exemplo da crise na Espanha é que a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) colocou todo o seu pessoal de saúde a serviço das autoridades e estão colaborando em Madri e Barcelona para atender à saturação hospitalar.

Vários sindicatos dos profissionais da saúde denunciaram a diferentes tribunais a falta de equipamentos e proteção hospitalar, e um tribunal emitiu hoje uma ordem para que os trabalhadores sanitários em Madri recebam o material necessário dentro de 24 horas.