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A incidência da sexta onda da pandemia da covid-19 continua diminuindo na Espanha, embora o Ministério da Saúde tenha registrado nesta sexta-feira mais de 100 mil infecções (118.922), além de 199 mortes.

O número médio de casos diagnosticados em 14 dias caiu pelo quinto dia consecutivo, para 3.078 por 100 mil habitantes (menos 61 pontos), segundo a última atualização estatística oficial.

Os indicadores hospitalares também estão caindo, embora muito lentamente; Os pacientes com covid-19 ocupam 14,7% de todos os leitos disponíveis e 21,7% dos que se encontram em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Desde o início da pandemia, a Espanha - com 47,4 milhões de habitantes - registrou 9,78 milhões de casos e 92.966 mortes, segundo registros oficiais de saúde.

"Todos os dados indicam que dobramos a curva" da incidência, assegurou hoje a ministra da Saúde, Carolina Darias, embora tenha pedido cautela quanto ao fim da sexta onda, dominada pela variante ômicron, muito mais contagiosa que as anteriores.

Apesar de uma incidência sete vezes maior em comparação com a terceira onda, que ocorreu há um ano, "internações, UTIs e mortes são muito menores", ressaltou.

Esta diferença, frisou, é explicada pela "alta cobertura vacinal" e pela menor virulência da ômicron. Na Espanha, cerca de 91% dos maiores de 12 anos já foram totalmente vacinados.

A prova da eficácia das vacinas é a redução drástica da letalidade da covid-19 em asilos, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto do Idoso e Serviços Sociais.

Em 2020, morreram 21,3% das pessoas alojadas nesses centros que deram positivo nos testes de diagnóstico; em 2021, quando iniciou o processo de vacinação, a taxa caiu para 12,1%; e este ano, com a dose de reforço, fica em 1,4%.

Até agora, as mortes confirmadas por covid-19 em residências (para idosos e dependentes) representam 23,46% do total de óbitos em decorrência da doença registrados na Espanha. EFE